O petróleo é formado pelo processo de decomposição de matéria orgânica, como restos vegetais, restos animais e algas, e ocorre durante centenas de milhões de anos. Depois desta breve explicação da formação do petróleo é pertinente perguntar, como consegue o Homem acabar em tão pouco tempo com algo que demora centenas de milhões de anos a ser formado?

Como se não bastasse resolveu-se massacrar mais um pouco o planeta Terra. Parece que descobriram que há petróleo no Árctico e que poderá responder à procura do planeta por mais três anos. Explorações no Árctico irão começar em breve, para as quais várias empresas ligadas ao negócio do petróleo já se andam a preparar. Significa isto que mais uma zona do planeta irá ser afectada pela mão do Homem, começando a formar-se aquilo a que chamo “bola de neve”. O Homem pensa ter encontrado a solução ( mais três anos de petróleo), mas engana-se. A corrida ao petróleo pelos países do Árctico ( E.UA., Canadá, Rússia, Noruega e Dinamarca) vai acelerar as explorações, podendo afectar, claro está, quem se prejudica sempre, a natureza.

O Homem com o seu sentimento megalómano traz alterações gravíssimas para o planeta Terra. A poluição, as fábricas, o uso das águas subterrâneas e do solo para a agricultura, o consumo energético, são tudo factores que um dia poderão voltar a natureza contra nós. Sim, porque esta já está de costas viradas ao Homem há muito tempo.  O aquecimento global é um “pequeno” grande exemplo de uma das consequências da acção antropogénica. O aumento das temperaturas globais pode causar o aumento do nível dos mares, precipitação que resulta em cheias e ainda secas. Quem é que estas catástrofes vão atingir? O Homem, claro!

 

 

                                                     Catarina R. Costa