Como se fosse falar do filme “Mátrix”. Não do seu sucesso nem dos seus aplaudidos efeitos especiais. Mas sim, da “ideia” do filme. Em que a máquina “controla” o Homem sem este se aperceber. Recentemente li um artigo no PÚBLICO, em que esta relação de ‘Homem, computadores e controlo” existe. Não na ficção, mas no nosso dia-a-dia.

Como se fosse falar de um filme. Falo da sociedade e da relação que esta tem com os computadores, sem se aperceber. Ao comprarmos um telemóvel pensamos na melhor marca, no mais barato ou mais caro. Na verdade, pensamos num utensílio que dê para telefonar, mandar SMS e MMS e mais numas coisas que vão surgindo ao longo dos tempos.

Agora, imaginemos que vamos receber uma chamada. A verdade e como afirmou José Manuel Fernandes “num computador algures”, tudo fica registado, sobre esse sucedido. Ao estar diante da vizinha do lado que me consegue fazer um relatório, não pedido, sobre o que faz diariamente a vizinha de cima dela, apenas através do som. Fico preocupada. O que será que dizem as pessoas que me vêem através da câmara de filmar do centro comercial que frequento? Será que simplesmente comentam a roupa? Ou as caretas que fiz para uma montra qualquer?

As câmaras de vigilância, poderão realmente fazer falta para a segurança. Ficar registado onde me encontro quando recebo um telefonema, também. A quantia de dinheiro que levantei e onde levantei essa quantia, também. “Num computador algures” poderá fazer falta. A segurança não tem hora, e assim, talvez se consiga evitar alguma insegurança. Ou então, simplesmente deixamo-nos domar por esta sociedade controladora.

A palavra chip incomoda-me. Lembra-me fita cola. Um pássaro não aguentaria um chip na asa sabendo o que era um ‘chip na asa’, porque um pássaro é conhecido como um símbolo de liberdade. Um cão, não iria gostar de saber para que serve um chip se soubesse que também existe um para ele. Mas os seus donos preocupam-se com ele. E é normal que o queiram ‘controlar’ com esses ‘computadores’ criados pelo ‘Homem’. Realmente, se um dia se deixasse fugir uma ovelha de um rebanho seria um prejuízo para o agricultor. E se os carros pensassem por eles? Gostariam de ter um chip nas suas matrículas? O problema deles, foi não terem sido criados com boca…

Andrea Rocha