Os Jogos Olímpicos 2008, são notícia. Mas serão notícia pelos melhores motivos? A natureza revoltou-se. O “orgulho” parecia ser maior que qualquer outra coisa e a cruz vermelha até foi, de inicio, negada. Mas foram feitas promessas. E o grupo da Amnistia Internacional quer vê-las realizadas.

Poder divulgar o que se faz na China no que toca aos Direitos Humanos, é colocar de lado os Jogos Olímpicos, e pensar em vidas. Competir, lutar, agir… São palavras que se podem aplicar em dois lados.

Por um lado: uma China que quer conseguir revelar-se ao Mundo, também, com a ajuda deste evento – lutando e divulgando este acontecimento. De outro: um grupo humanitário que procura lutar e agir competindo com a China nesta liberdade de se expressar.

Se ainda hoje em dia parece haver esta desigualdade e este desinteresse por parte das pessoas, em ajudar, quem sofre de maus tratos, quem morre por um julgamento mal elaborado e sem cabimento. Essas pessoas que revelam, muitas vezes, que estes acontecimentos actuais “são coisas do passado” e pensam “hoje em dia, isso já não acontece” são aquelas que não vêem.

Pois, “quem não vê corações…”. A verdade é que este foi um dos problemas pelo qual os Jogos Olímpicos estão a ser famosos nos direitos do Homem. Existem escolas para os adultos voltarem a aprender, existem crianças a trabalhar e a viverem como adultos, existem maus tratos, existem más condições de vida, entre tantas outras coisas. O seu maior problema está aí, “existem”, não deixaram de existir.

A globalização existe, a liberdade de expressão – para alguns assuntos – existe. Os Direitos Humanos ainda estou para ver até onde existem. Conseguir divulgar o que está mal na forma como algumas pessoas tratam outras pessoas, é conseguir credibilidade e força numa mensagem que tem que ser transmitida. Logo, a globalização existe para alguns. Os Direitos Humanos existem para alguns. Os Jogos Olímpicos existem para todos. A Amnistia Internacional existe para todos.

Jogos à parte… Um pode ser o trampolim de outro e ambos poderão saltar.

Andrea Rocha