Somos uns frágeis. Se estamos doentes necessitamos de medicamentos. E isso será mais um problema para o Estado. Ou deveria chamar-se antes: “Mais um lucro para o Estado?”. As respostas aos nossos problemas encontram-se sempre na economia, até no que toca à saúde.

Para uma família que dependa de uma receita médica para sobreviver – semanal ou mensalmente – saberá à partida: “tenho que poupar mais para poder tomar aqueles químicos que me ajudam a enfrentar esta vida”. Infelizmente, este deve ser o pensamento de muitas famílias.

Por mais que uma família tenham tido pensamentos esperançosos como: “chegaram os genéricos”, isso não faz com que o médico semanal ou mensalmente vá receitar o medicamento com o mesmo efeito, mas da feira, ou seja, o genérico.

Falar de marcas de roupa ou de roupa da feira, poderá – neste caso – ser comparado a comprimidos. Estamos perante um mercado em que existe algo, que é: a dependência. Para sobreviver a uma doença, tomo os comprimidos necessários, ou seja, dependo deles. Para ser aceite socialmente compro roupa de determinada marca, ou seja, dependo dela.

A verdade é que a boa nova chegou “os genéricos baixaram 30%”. A má notícia é: “se o seu médico é ‘chique’ e apenas passa comprimidos de marca, então esqueça, porque a sua saúde, apenas o irá prejudicar nesta crise financeira”. A verdade é que aqueles comprimidos de marca são os que subiram de preço, não esquecendo ainda alguns genéricos que saíram do mercado.

Pensar numa família que necessita de ajuda médica para viver, já não é apenas um pensamento de saúde, mas sim de integração social. A vontade de termos um medicamento que nos cure, não é apenas uma necessidade, mas sim uma opção do médico que o receita. Por mais que o medicamento genérico tenha o mesmo fim que o de marca, existe uma grande diferença que é: o preço. E um grande problema que é: a escolha. Uma escolha que não depende da nossa caneta, mas sim e apenas, do nosso bolso.

Assim, encontro-me perante uma boa notícia, houve uma descida de preços. Encontro-me perante uma má notícia, alguns medicamentos genéricos deixaram de existir. E finalizando, perante uma dúvida, se os genéricos têm o mesmo efeito que os ditos de marca porque nos questiona o médico sobre o que preferimos e nos aconselha os outros?

Falo de comprimidos como quem fala de roupa. Porque a roupa nos protege do frio, e os medicamentos dos problemas de saúde. E ambos dependem do dinheiro que podemos investir para nos aquecermos melhor ou comprarmos os medicamentos que nos fazem melhor.

No entanto, e gostaria de mencionar aqui. O facto de este procedimento estar a acontecer, poderá não ser tão negativo quanto isso, porque assim, os genéricos poderão ser mais procurados, o que levaria à sua evolução, ao seu melhoramento e a uma maior ajuda ao estado na sua compra. Apesar de este ganhar de qualquer forma

Andrea Rocha