As temperaturas andaram estranhas, com pouco sol. Os fogos que reduziram em relação a 2007. As carteiras portuguesas mostraram-se elegantes estando maioritariamente leves. A violência contínua a manifestar-se de Norte a Sul do país. A política portuguesa, no seu melhor: conta com a ajuda dos Jogos Olímpicos para revelar o bom desporto português e as mensagens do Presidente da República. O petróleo baixa o preço, mas este não se sente quando abastecemos os carros. E é claro: a fotografia é às cores: verde, amarela e encarnada.

A violência aumentou em todo o país, ou simplesmente, aumentou a forma de exercer essa violência? Uma coisa é estarmos na rua a passear e nos ameaçarem com uma arma, outra completamente diferente será pegar na arma e atirar. E será isso que tem vindo a acontecer? A meu ver. É que nos debatemos num “caos” onde, primeiramente, existiam as armas e agora vieram as balas. O que quero com isto dizer é que racismo e xenofobias sempre existiram, mas o que poderia haver seriam diferentes formas de as “mostrar”. Agora, e infelizmente, as pessoas parecem não ter medo de usar as suas armas.

Todos têm medo. Os constantes assaltos têm conseguido trazer consigo o medo de lutar contra a violência. Ao mesmo tempo que nos revoltamos encaramos de outra forma este problema. É mais fácil deixar-se estar em casa que tentar enfrentar um assaltante e talvez sair sem vida. As vítimas mortais têm aumentado diariamente. Actualmente não há um dia em que desfolhe os Jornais e não veja mais que um assassinato. Nem que seja à namorada.

Este foi outro assunto de Verão. O “assassínio por amor”. Será dos filmes a mais? Será do grande êxito de Shakespeare “Romeu e Julieta”? Ou as pessoas pensam mesmo que matar é uma prova de amor? Pessoalmente acho que não existiu até hoje, para mim, Verão com mais mortes de namorados como este. Infelizmente foi como se este assunto vira-se uma triste moda.

Falando de modas. Foi sem sombra de dúvida, a maior “moda”: os magníficos Jogos Olímpicos de Pequim. Com um grande espectáculo de abertura, muitas medalhas e heróis do desporto pelo meio Michael Phelps e Usain Bolt. A China ficou assim, nosso conhecido, pelo bem e demonstrando alguma curiosidade quanto ao mal. Portugal que também participou nestes Jogos Olímpicos trouxe consigo, uma medalha de ouro e outra de prata e ainda muitas dúvidas e críticas – maioritariamente negativas – quanto às suas capacidades.

No entanto, como afirmou a atleta Vanessa Fernandes, quem não o faz com o coração nem deve comparecer. E isso foi tentado fazer pelo nosso querido Presidente. Unir Portugal, revelar o que está mal e dizer o que se tem que mudar, o que não agradou o Primeiro Ministro.

O Verão está breve a acabar vindo agora com o seu final o frio. Que parece ter trazido melhores dias para a Geórgia…

Andrea Rocha