“Mesmo quem não pertence à função pública, percebendo os motivos desta luta e solidarizando-se com os trabalhadores, aderia à greve e ia passear com os filhos, dedicar-lhes o tempo que tem sido “roubado” às famílias…o país parava ou não?”

João Pires, http://sobreviver.wordpress.com

Quem disse que a educação está boa? Quem disse que a educação está má? A verdade, e ao que me parece com o que leio é que a educação está a ter o mesmo problema que uma planta enfrenta no seu crescimento, se entortamos o pé quando pequena, ao crescer será torta.

Não entendo o porquê das complicações e demoras nas selecções profissionais dos professores. Mas a verdade é que este assunto está a tornar-se numa bola de neve que envolve muito mais gente que professores.

‘Os professores têm o direito de lutar por aquilo que querem’. E foi então que li: «Greve» no dia 30 de Novembro para a administração pública. Pelo que entendi esta greve já poderá envolver 80% das pessoas, sendo maioritariamente no ramo da saúde, do ensino e da justiça.

Foi então que parei para pensar. Então, mas estes são – sem dúvida – os ramos mais importantes nesta sociedade. E esta é uma bola gigante que envolve todos os anos toda a sociedade, até mesmo quem não é trabalhador – desta – administração pública.

Quando pensamos no futuro de uma criança pensamos que um dos factores do seu crescimento passa pelo ensino, no entanto e devido a todos os outros problemas que têm surgido. Para muitos o ensino é também como uma ‘bênção’ para os pais que têm que ir trabalhar e não têm onde colocar os seus filhos, pois se estes adoecerem os pais terão que desembolsar algum dinheiro para os curar e no caso de ter que ir ao privado e ter que gastar ainda mais uns quantos trocos para o conseguir, terá que trocar o tempo dos filhos e da sua educação pelo trabalho.

Relembro que o povo é o governo e – como afirmei no início – todos temos o direito de revelar que algo está mal aqui. Sejamos parte ou não da administração pública. Porque este problema, já vem da semente, mas todos poderíamos endireitá-la.

Andrea Rocha