“É impossível matar a morte” foi a ideia que encerrou, ontem, no Teatro-Cine, a peça “Me Dicen Magdalena”. Loucura, morte e frustrações são as palavras chave que marcaram o penúltimo dia do Festival Contra Dança.

 

Me dicen magdalena

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O Teatro Por Las Nubes, de Granada, trouxe ontem à Covilhã a história de duas mulheres.

Num lugar indeterminado a angústia do dia-a-dia de duas mulheres é retratada de forma surrealista, como se de um sonho se tratasse. Através de monólogos, Eva Tirado e Julia Monje enfatizam uma realidade tão própria de muitas mulheres. São duas mulheres completamente diferentes mas que têm em comum a revolta contra a vida, deixando-se dominar pela infelicidade e pela loucura.

A busca pela justiça é uma constante, sendo que só termina quando uma das personagens mata o marido. Se no início havia a loucura, o medo e a frustração, no fim reina a liberdade.

Manuel Lourenço, estudante da Universidade da Beira Interior afirma ter gostado da peça, apesar de ser perturbadora. “Gostei muito do efeito visual da peça, na medida em que me perturbou um pouco. O modo como as actrizes falavam e olhavam para o público era realmente perturbador mas ao mesmo tempo envolvente.

O público gostou da peça “Me Dicen Magdalena”, integrada no Festival Contra Dança, e apesar deste não ter casa cheia, a organização está satisfeita. “Estamos satisfeitos em relação ao público. Apesar de não enchermos a sala, consideramos que este ano o público tem aderido ao festival.”, afirma Maria do Carmo Teixeira, membro da organização do festival.

O Festival Contra Dança, para além das peças de teatro, contou com uma exposição de moda, “4 Épocas, 4 Estilos”, uma exposição de ilustrações, “Descrição de um Quadro”, uma feira de objectos usados e novos, “Mercado Negro” e ainda de um ateliê de expressão dramática.

Me Dicen Magdalena

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Me Dicen Magdalena

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Me Dicen Magdalena

Me Dicen Magdalena

 

Texto e Fotografia: Catarina Rodrigues da Costa

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