Comunismo é uma doutrina política e social que procura banir qualquer diferença política até que o próprio estado se extinga. 

Jerónimo de Sousa foi hoje eleito secretário-geral do PCP por escolha da maioria, ou seja, por unanimidade. A sua frase foi, segundo o PÚBLICO, «quando o povo português quiser» o PCP será poder. A pergunta que todos se fazem é, «então mas havia outra hipótese do PCP chegar ao poder sem ser por aprovação do povo?» a resposta a esta pergunta não poderá ser outra que um grande(ssíssimo) «não». 

A ver se entendemos que o comunismo é contra o capitalismo. Mas conhecemos algum estado que tenha exercido este sistema e não se tenha preocupado maioritariamente com o poder económico de um país? Então o comunismo nunca passou de uma teoria muito bonita apoiada por «marxistas-leninistas», estas duas ideologias relembradas, hoje pelo secretário-geral do PCP. 

Socialismo é também um termo comunista, por assim dizer, que engloba a união da sociedade e quer reduzir as desigualdades socias, mas com esta tem uma diferença da anterior, já foi posta em prática. O que historicamente nos leva a pensar noutro termo, que é, o totalitarismo. Agora totalitarismo é quado o estado quer o Poder Absoluto, o que nos lembra as vítimas de Hitler e de Lenine. 

Em todo um discurso de Jerónimo de Sousa, o que vejo é um homem que não quer ou não tem como ser substítuido do seu cargo e é alguém que sabe dizer as coisas que outros escrevem, claramente. O problema está, se este quer transmitir a primeira ideia de comunismo, aquela que apenas existiu, no meu ponto de vista, em teoria, ou quer transmitir uma ideia de socialismo. Será que o «C» de PCP é de Socialismo? 

A ideia é «tirar os velhos e colocar a gente nova». Todos os grandes chefes de partidos socialistas tinham a mesma ideia, «que venham os jovens e aclamem por nós e o «chefe» não sai da sua cadeira por nada».

O secretário-geral afirmou ainda no seu discurso, que «aos que pensando e agindo apenas pelo poder e para o poder a política logo se verá, aqui reafirmamos que não peçam ao PCP que se acomode e ajeite à espera de lugares oferecidos». Vamos a ver se nos entendemos, o socialismo quer algo pela força e – primeiramente – por eleição do povo, depois «logo se vê», dependendo de ter atingido o totalitarismo ou não.

E esta foi a ideia que fiquei do bonito discurso

Andrea Rocha