3dez-cartaza Já será a sexta greve de Professores desde que a Ministra da Educação fez as suas alterações no ensino. Os professores sempre se mostraram descontestes mas isso nada alterou. Desta forma as manifestações não param e os seus manifestantes têm vindo a aumentar. Segundo uma notícia do PÚBLICO espera-se uma adesão de mais de 90%. 

Isto significará que as «horas extras» que a ministra quer que os alunos passem nas escolas, provavelmente, não irão acontecer, pelo menos hoje. Os professores que até aqui não se manifestaram revelam que hoje será, para muitos a primeira vez e todos acreditam numa «vitória». 

Muitos professores sentem-se humilhados com a actual forma de ensino e querem cancelá-la imediatamente. Alguns professores afirmam que a «parte da avaliação» poderá realmente ser feita, mas não da forma que está a ser executada.

O Primeiro-Ministro nunca se manifestou com os seus «textos bonitos» quanto a este assunto, pois ao que parece o ensino também não é muito a sua área. Mas muitos dos professores esperam hoje que este repense em tudo o que não disse e altere tudo o que não quer alterar. Isto se José Sócrates pensar na sua posição eleitoral do ponto de vista que são cerca de 100.000 ou 120.000 professores que se esperam nesta greve. Esquecendo os que não se esperam e possam aparecer, pois, neste caso «quanto mais gente melhor» e são muitos votos a fazer a diferença a este Primeiro Ministro e a sua posição. 

A Ministra da Educação sempre mostrou um «eu é que sei» como se os professores não tivessem voto na matéria. A verdade é que os professores também são «voto» e acontece que a ministra da educação terá que entender que está numa situação em que a grande maioria, simplesmente, não a quer a executar mais o seu posto de trabalho. O que de forma irónica – e uma vez que a Ministra da Educação quer toda a gente avaliada – poderia afirmar-se que, segundo a avaliação dos professores, esta Ministra da Educação está chumbada. 

Muitos professores colocam a esperança neste dia de greve que se espera encher as ruas de Lisboa. Será que hoje se fará diferença?

 

Andrea Rocha